AS INSTITUIÇÕES DEMOCRÁTICAS. Click e leia no site do Tavinho

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O país, com toda razão, reage com desgosto e indignação à corrupção e ao desvio de recursos públicos. Não há regime político digno deste nome que possa resistir a tal erosão dos valores, sobretudo de parte de uma certa elite política e de empresários inescrupulosos. Os fatos cotidianamente estampados mostram o quanto o bem comum é criminosamente apropriado por poucos.   Alguns o fazem por ideologia, locupletando-se partidariamente, como se assim uma sociedade “melhor” pudesse ser conquistada. Evidentemente, o “melhor” para eles não corresponde minimamente ao que é o bem do país como um todo. Alguns outros o fazem para maximizar os seus ganhos, em um procedimento que nega a concorrência e as leis de mercado. Adoram o Estado por se apropriarem privadamente do que é o fruto do trabalho de todos.   Para uns e outros a economia de mercado, o direito de propriedade e o estado democrático de direito só possuem valor enquanto respondam aos seus respectivos interesses. Uns vilipendiam o “liberalismo” por ser “conservador” e de “direita”, outros por não corresponder à sua peculiar e distorcida visão da concorrência e do mercado. Uns podem ser denominados de esquerdistas, outros de capitalistas de compadrio.   Há uma mistura particularmente insalubre, onde as distinções entre direita e esquerda, conservadores e progressistas, se esvaem como areia dentre os dedos das mãos. Bem sabemos que essas distinções, se é que ainda possuem alguma validade, são manipuladas ao sabor das circunstâncias e das conveniências. Denominar os condenados pelo mensalão, por infrações e crimes julgados pelo Supremo como “guerreiros do povo brasileiro” é uma destas aberrações ideológicas.

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